quarta-feira, 21 de março de 2012

Grupo de reeducação para homens agressores

Esta semana completa um ano que enfatizei a importância de aderirmos a campanha chega de violência contra a mulher, na verdade chega de violência contra todo ser humano. O texto abaixo é um retrato da sociedade mais consciente de sua atitude perante um problema tão comum em nossa sociedade.


No Jornal O Estado de SP de 18 de março, em reportagem de Valéria França com Sergio Barbosa, professor de Filosofia e Sociologia que é voluntário desde 2006 do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, trata-se de um grupo, organização não governamental que pegou um caminho alternativo para tentar cortar o ciclo da violência contra a mulher: o de reeducar os homens.

“Caminho no qual a Justiça também acredita. Desde 2010, a Vara Central da Violência Doméstica e Familiar contra A mulher de São Paulo, na Barra Funda, zona oeste, direciona homens agressores para a ONG.

“No início eles se sentem injustiçados. Acham que não fizeram nada demais”, explica Barbosa, que junto com uma equipe faz uma série de atividades para desconstruir a figura do machão controlador. Todos os orientadores são homens. Ao todo são 16 encontros semanais.

Os motivos para a violência são quase sempre os mesmos: sentimento de posse, de ciúme, educação dos filhos e machismo. “Acham que só eles podem fazer determinadas coisas, como trabalhar e não cuidar das tarefas domésticas ou sair com os amigos para uma noitada. Quando são desafiados partem para a agressão”, diz Barbosa. “No grupo, muitos freqüentadores tem curso superior e acreditam que são representantes da honra e do poder”.

Noções de direitos humanos e da Lei Maria da Penha também fazem parte do programa. A ideia é acabar com o sentimento de impunidade. Questões de saúde sexual, como a importância do uso da camisinha, também são abordadas. Barbosa passa tarefas fala sobre leis e ainda faz sessões de psicodrama em que o homem encarna a mulher agredida.

Alguns alunos freqüentam também o curso da Academia de Polícia de São Paulo, batizado de Projeto de Reeducação Familiar, constituído de seis encontros mensais com palestras.

“De cada cem agressores que passam pelo Coletivo, apenas dois reincidem”, diz Barbosa. A Justiça deve aumentar o número de cursos, porque a demanda de ‘alunos’ deve crescer. Só em abril 60 homens são esperados para uma mega-audiência na Barra Funda.”

Atitudes como estas, incentivadas e apoiadas pelo governo são uma luz no fim do túnel para esta situação tão lamentável e ultrapassada de violência que vivemos até hoje.

Ajudem a divulgar acredito que este é um incentivo as mulheres que acham que denunciar não adianta nada.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 14 de março de 2012

Verdade x Sinceridade

Recebo muitas pessoas que sofrem e se queixam de serem continuamente magoadas ou incompreendidas em suas colocações porque se esquecem que a verdade é o fato que ocorre e a sinceridade é a maneira como a pessoa se sente em relação a esse fato.


Você já notou como as pessoas descrevem um mesmo fato de maneira ligeiramente diferente? É porque depois do fato, verdade, a pessoa conta de acordo com a sua percepção, com sua emoção e sua crença, conta sinceramente o que aconteceu.

Não devemos confundir a sinceridade com a verdade. Quando acreditamos ou sentimos alguma coisa estamos convencidos de que ela é verdade. Devemos ter cuidado com relação ao que pensamos saber, porque só podemos conhecer a verdade a partir da nossa perspectiva pessoal, das nossas experiências, dos nossos sentimentos.

Apesar das nossas boas intenções podemos estar sinceramente errados, principalmente quando se pretende ser dono da verdade ou simplesmente ter razão.

As pessoas maduras se comprometem com a verdade, mas permanecem abertas com relação a maneira como a percebem. Claro que isso é tarefa que se aprende ao longo do tempo e só a partir do momento em que se esforça para isso.

Quantas vezes julgamos os outros por determinada situação e depois de um tempo ficamos sabendo de mais fatos que desconhecíamos e entendemos que fomos injustos? Ou quantas vezes ficamos chateados com alguém e só depois de outra conversa entendemos o ponto de vista do outro?

Podemos ser mais flexíveis e tolerantes em relação a verdade alheia, ela pode abrir nossa maneira de ver e encarar a vida.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 7 de março de 2012

Natural x Normal

Recebo muitas pessoas que chegam com dificuldades de decisão, depressão, apatia, irritação entre outros sintomas que são decorrentes da dificuldade em encontrar um equilíbrio entre ser normal e natural.


Classifico aqui natural o jeito que a pessoa é, e normal o jeito que a sociedade julga certo. Diga-se de passagem o termo normal na sociedade esta em constante mudança e certamente muda de geração em geração.

Mas a dificuldade muitas vezes esta em perceber o que é natural em nós mesmos, somos ensinados, condicionados a agir e pensar de determinadas maneiras e só percebemos que há algo mal encaixado quando apresentamos sintomas que nos incomodam a tal ponto de não saber o que esta acontecendo.

Como hoje em dia é normal estar estressado, deprimido, cansado, irritado as pessoas não admitem que isso pode ser decorrente de não viver de acordo com seu jeito natural.

Acontece também da pessoa perceber que não vive como gostaria, mas acredita ou escolhe viver de acordo com a maioria porque o custo de romper com determinados padrões nem sempre é baixo. Por exemplo, uma pessoa pode identificar que esta estressada física e mentalmente por causa do tipo de emprego que tem, emprego este que ela nem gosta tanto, mas traz um padrão de vida muito bom e confortável, ela sabe que se abrir mão de empregos deste tipo não terá o mesmo padrão de vida, então escolhe continuar no emprego e paga com sua saúde. Esta é uma escolha normal, não natural.

Este exemplo foi em relação ao trabalho, mas existem situações em todas as áreas da vida em que as pessoas deixam de ser elas mesmas para se adaptarem ao meio. Esta inclusive é uma ótima qualidade desde que não cause transtornos na vida da pessoa. É assim que nós podemos identificar até onde se adaptar é positivo. Quando passamos a ter problemas por causa da adaptação devemos analisar que escolhas estamos fazendo.

Cada pessoa tem sua liberdade de escolha, cada pessoa arca com as conseqüências destas escolhas, mas nem sempre a pessoa pensa que está escolhendo. Este texto foi escrito para lembrar disto, você pode escolher ter uma vida mais flexível, nem tão natural , nem tão normal. Este equilíbrio traz paz, saúde e felicidade.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"Criar filhos é apenas parte de um plano e não um projeto de vida"

Na sessão Família e filhos da Revista Claudia do mês de março de 2012, há um texto intitulado Aulas de francês de Rosane Queiroz que fala sobre a maneira de educar filhos das francesas segundo a jornalista americana Pamela Druckerman.


“A matéria relata principalmente maus hábitos infantis como jogar comida no chão ou recusar-se a alimentar-se, não querer dormir ou fazer birra. Coisas comuns entre as crianças, segundo a matéria, nos EUA e Brasil, pois as crianças européias recebem uma educação onde os pais não vivem em função das crianças nem as tratam como pequenos reis, eles não toleram birras, não negociam nem passam o fim de semana em parquinhos ou festas infantis, em resumo, educam, mas conseguem manter a vida adulta sem transformar seu mundo num playground.

“Para ser um tipo diferente de mãe, você precisa de uma visão diferente sobre o que uma criança realmente é.”(...)”criança é tratada como criança”.

A principal diferença é que na nossa cultura os pais se perdem em longas explicações desnecessárias aos filhos pequenos, para a psicopedagoga Ceres Alves de Araújo, até os 5 anos a criança nem sequer entende tantos argumentos, basta dizer ‘não’, e se houver réplica Ceres sugere a resposta: “porque sou sua mãe e sei o que é melhor”. É na adolescência que devemos esticar as conversas, pois é nesta fase que os filhos se tornam desobedientes.

Nas refeições, as francesas prezam horários fixos para as refeições sempre à mesa, são encorajadas a comer de tudo, pois lá não existe criar um cardápio diferenciado ou a hipótese de preparar outro prato porque naquele dia o pequeno não parecia o menu. “Os pais preparam as refeições com alimentos frescos. As crianças aprendem a respeitar o alimento”.

Quanto ao dormir, segundo Ceres “pais que se revezam no quarto do filho criam um condicionamento inadequado”, os pais franceses se permitem acreditar que o filho logo dormirá novamente, pode estar somente resmungando ou sonhando.

O texto diz que sob diversos aspectos os franceses esperam mais de uma criança, ainda que ela seja somente uma criança. Eles ainda devem aprender a esperar, seja em nome da paz doméstica, seja para evitar constrangimento social. Os pais se empenham em combater o caos criado pelo mundo infantil e preservar os direitos paternos. Ceres aprova e critica: “Aqui vibemos a era do ‘filiarcado’, em que os filhos reinam”.

Ensinar as crianças a lidar coma frustração é a regra máxima do livro French Children Don’t Throw

Food, ainda sem data para publicação no Brasil. Na abordagem francesa, os pais estabelecem uma ‘moldura’ de limites. A imagem sugere fixar regras , mas com certa liberdade dentro delas. Com a moldura definida, as necessidades dos adultos permanecem, ao menos, no mesmo nível que a das crianças. Criar filhos é apenas parte de um plano e não um projeto de vida.

E Pamela ensina: “Mesmo boas mães podem não viver a serviço constante das crianças, e não há razão para se culpar por isso”. “

Eu concordo em muitos pontos com a matéria até porque percebo e constato que muitas crianças são difíceis porque os pais não conseguem impor limites, quase sempre a criança mesmo de temperamento forte aceita, respeita e gosta dos limites, pois estes trazem segurança à ela.

Deixe suas experiências e dicas nos comentários.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Adultos (por Arnaldo Jabor)

Esta semana publico um texto de Arnaldo Jabor que fala sobre os relacionamentos. Faz algum tempo que eu quero falar sobre relacionamentos amorosos( conjugais), o texto abaixo relata de forma direta como podemos enxergar a vida amorosa.

Pretendo mais adiante falar mais sobre o assunto, mas abordando as questões emocionias envolvidas nos relacionamentos amorosos. Hoje deixo por conta de Arnaldo Jabor. 

ADULTOS


Arnaldo Jabor

"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

- Ah, terminei o namoro...

-Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....

-Cinco anos... que pena...acabou....

-É...não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.

E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se somam. Mas em pessoas que se complementam.

As vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.

Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga. Se não bate, mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.

Não brigue, não ligue, não dê pití.

Se a pessoa está com dúvidas, problema dela. Cabe a você esperar.... ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.

Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?

O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão.

Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.

Quando você acorda a primeira impressão é sempre a sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.

Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse.

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo , corra, afinal você não é terapeuta .

Se não quer se envolver, namore uma planta . É mais previsível ...

Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil??????"


Boa semana. Adriana

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cursos de baixo custo

Aqueles que me acompanham há alguns anos sabem que eu sou voluntária na ONG Missão Integral e que todo início de ano divulgo as atividades da ONG bem como procuro voluntários para aumentar nosso corpo docente.


Convido a todos a conhecer a sede localizada à Rua Abilio Pedro Ramos, nº 250, Jaçanã São Paulo.

Entre em contato e agende sua visita pelo telefone: 2841 4673 com Hidely.

Todos que trabalham na ONG são voluntários e nenhum é remunerado.

Quem tiver interesse em ser voluntário entre em contato pelo meu e-mail ababpsico@gmail.com ou ligue 3485 8060. Adriana

Abaixo segue o cronograma de aulas:

Terça Feira:

                       Programação Básica 9hs ás 11hs


                       Grupo terapêutico 14hs ás 16hs

                       Artesanato em tecido 14hs ás 16:30hs

                       Manicure 14hs ás 17hs


                      Inglês Básico 19hs ás 21hs

                      Informática Básica 19:30hs ás 21hs

Quarta Feira:

                        Tear 14hs ás 17hs

                        Terceira Idade 14hs ás 17hhs

As matrículas serão no dia 28 de fevereiro a partir das 14hs em nossa sede (endereço acima).

Valor da matrícula R$ 5,00 (cinco reais)

Valor da mensalidade R$ 10,00 (dez reais) por curso.

O aluno pode se inscrever em mais de um curso desde que o horário não seja o mesmo. Os alunos dos cursos de Programação Básica, Informática Básica, Inglês e Manicure recebem certificado se cumprirem 80% de freqüência e atingirem a nota estipulada pelo professor.

Início das aulas: Terça feira dia 06 de março/12 e Quarta feira dia 07 de março/12.


A seguir um texto sobre Boa Vontade

“Boa vontade descobre o trabalho.

Trabalho opera renovação.

Renovação encontra o bem.

O bem revela o espírito de serviço.

O espírito de serviço alcança a compreensão.

A compreensão ganha humildade.

A humildade conquista o amor.

O amor gera renúncia.

A renúncia atinge a luz.

A luz realiza o aprimoramento próprio.

O aprimoramento próprio santifica o homem.

O homem santificado converte o mundo para Deus.

Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.”

Autor: Emmanuel

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Caixas de papelão e sacolas de pano oferecem alto grau de contaminação

Desde que começou essa estória de acabar com as sacolinhas no mercado eu achei uma opção sem sentido, já que outras embalagens para outros fins que também são de plástico continuariam a ser utilizadas e mais o governo não mencionou nenhum tipo de propaganda que tivesse o intuito de educar a população, já que esta ainda joga lixo na rua, portanto ainda tem muito a aprender. Outro ponto que me impediu de escrever aqui antes é o fato de eu saber que o plástico da sacolinha ecológica não iria simplesmente se decompor na natureza sem as devidas condições, mas eu não sou da área e me falta conhecimento adequado para falar sobre o assunto.

Felizmente recebi o Jornal do Farol, ano 9, nº 302, com uma entrevista com o engenheiro químico Miguel Bahiense (pessoa entendida) à revista Free São Paulo por Gilberto Campos.

Abaixo segue alguns trechos da entrevista que acredito serem os mais esclarecedores.

Caixas de papelão e sacolas de pano oferecem alto grau de contaminação

Miguel Bahiense é presidente da Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, ele não tem dúvidas que o acordo voluntário feito pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS), o Governo do Estado e as principais redes de supermercados que tirou do dia a dia dos consumidores o direito de utilizar as sacolinhas plásticas é uma farsa.(...)E alerta: as caixas de papelão e sacolas tem alto graus de coliformes fecais, coliformes totais e E.coli.(...)

As sacolinhas são mesmo as vilãs do meio ambiente?

Bahiense – ambientalmente, as sacolinhas comuns são comprovadamente as mais sustentáveis. Para se ter uma idéia, as sacolinhas apresentam menos emissão de CO2 em seu ciclo de vida, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções.

Mas o senhor concorda que o termo ’biodegradável’ é mais sedutor aos ouvidos do consumidor?

Bahiense – o termo biodegradável é sedutor, mas confunde a população. Passa a impressão que é algo que vai sumir na natureza sem causar danos. As sacolinhas biodegradáveis, vendidas aos consumidores, só se biodegradam em condições adequadas de compostagem, ou seja, precisaria de uma usina de compostagem e controlar as emissões. No Brasil, entretanto, não existem usinas de compostagem. Se o nome biodegradável é sedutor para o consumidor, para a ciência é muito pior em termos de impacto ambiental.

Até que ponto a população de baixa renda vai sofrer mais?

Bahiense – a população de baixa renda pé a que mais utiliza a sacolinha plástica para descarte do lixo. A conta também é simples. Antes a população utilizava as sacolas para descartar lixo, não importava sua classe social. Agora, sem elas, as classes A e B+ poderão agregar em seu orçamento doméstico os sacos de lixo. E as classes B-, C, D e E? Como comprarão sacos de lixo? Como descartarão seu lixo sem sacolinhas? Será um problema ambiental, este sim real, pois os que os supermercados argumentam para banir as sacolas são equivocados.

Os supermercados oferecem como opção as caixas de papelão. Quais os riscos do consumidor em utilizá-las?

Bahiense – há alto grau de contaminação. Um estudo realizado pela Microbiotécnica, empresa especializada em higiene ambiental, apontou que caixas de papelão e sacolas de pano usadas possuem alto grau de contaminação. Nas sacolas plásticas não foram encontrados coliformes totais, coliformes fecais, nem E.coli (escherichia coli), enquanto em 58% das sacolas de pano havia a presença de coliformes totais. Já nas amostras de caixa de papelão, 80% apresentavam coliformes totais, 62% coliformes fecais e 56% E.coli.

O que fazer para o consumidor ter o retorno das sacolinhas plásticas?

Bahiense – Existem ações na Justiça Paulista. Muitos municípios criaram leis para banir as sacolas plásticas. O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou cerca de trinta leis como estas. O Estado sabe que é inconstitucional banir as sacolas, é o próprio TJ que diz. “

Quero esclarecer que sou a favor de medidas que preservem o meio ambiente, mas quando são coerentes. No meu caso, especificamente, irei poluir mais usando sacos de lixo porque a quantidade de lixo que descarto é pequena, o menor saco de lixo que encontro no mercado tem o dobro do tamanho da sacolinha, ou seja, é como se eu jogasse o dobro de plástico no lixo, que inclusive não tem coleta seletiva e o plástico preto ou azul do saco de lixo também é de plástico...ainda tem o fato de continuarmos usando plástico nas embalagens dos produtos, no sacolão, em outras lojas, que não supermercados, que continuam embalando os produtos em sacolas plásticas, e nem todo município irá aderir a exclusão das sacolinhas, então além dos problemas citados na entrevista acima temos o fato de muitas pessoas jogarem lixo na rua e ele irá em sacos de lixo, qual a diferença? Foi principalmente por estes motivos que eu publiquei a entrevista de Miguel Bahiense, num blog de psicologia, mas que tem como título, PENSAR PARA REALIZAR.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Transtorno Afetivo Bipolar

Atualmente os termos psiquiátricos tem feito parte da linguagem cotidiana, porém infelizmente eles são usados inadequadamente, criando assim confusão e dúvida sobre o que realmente significam. Já abordei outros assuntos como síndrome do pânico, depressão e hoje falarei sobre a bipolaridade, antes conhecida como psicose maníaco depressiva e tem como sigla TAB (transtorno afetivo bipolar).


O texto abaixo é um resumo muito sucinto do livro Temperamento Forte e Bipolaridade do autor e psiquiatra Diogo Lara.

"O termo bipolar expressa os dois pólos de humor ou de estados afetivos que se alteram nesse transtorno: a depressão e se oposto, a hipomania ou a mania, dependendo da gravidade, cujas manifestações são euforia, energia exagerada, grandiosidade, aceleração e uma sensação de prazer intenso ou um estado altamente irritável e agressivo. Várias outras áreas são afetadas nesses estados de humor, como sono, apetite, atividade motora, atenção e concentração, mas a essência está no estado geral do humor, ou seja, no modo como a pessoa se sente.

O Transtorno de humor deprimido deve ser diferenciado do transtorno de humor unipolar, que ocorre geralmente em pessoas de temperamento mais brando, com alterações na direção do humor deprimido, sem as fases de humor elevado, eufórico ou irritável.

Nos casos de humor instável, com oscilação freqüente e imprevisível, muitas vezes não chegam a apresentar extremos de humor, o que é diferente de pessoas com depressão unipolar, que tem períodos de depressivos de várias semanas ou meses sem trégua de um dia sequer.

O humor normal deve flutuar entre os diversos estados de alegria, tristeza, ansiedade e raiva. Saudável é a variação de humor de acordo com a situação, com intensidade e duração corretas, embora correto seja relativo-e é para ser relativo mesmo. Levando-se em conta aspectos pessoais, sociais e culturais, é muito complexo objetivar qual a melhor reação de humor considerando-se as circunstâncias tão variadas que podemos vivenciar. O transtorno de humor começa quando algo no seu ajuste sai do prumo, como um instrumento desafinado, produzindo respostas emocionais de maneira desproporcional em intensidade e/ou duração, ou até mesmo mudanças no humor sem o estímulo necessário para ocorrerem na maioria das pessoas.”

Para se ter uma ideia do quanto o assunto é complexo, “todos esses nomes, bipolar, ciclotímico, hipertímico, bipolar do tipo I, II, III, IV - quanto maior o número, mais leve o transtorno - derivam do hábito de categorizar e classificar, o que de fato maios ajuda que atrapalha.”

Como existem todos essas formas de manifestação da doença, assim são também os quadros de cada uma delas, ou seja, as características da personalidade bipolar são as mesmas e se diferenciam de pessoa para pessoa de acordo com seu histórico familiar, tratamento, tipo da doença. Minha intenção aqui não é explicar cada tipo (o que você encontra no livro), também não falarei sobre o tratamento, mesmo este sendo imprescindível e de grande importância para uma vida saudável do bipolar seus familiares. Abaixo seguem os comportamentos mais comuns entre os bipolares, independente do tipo que se apresenta.

Conseguem aliar pique e versatilidade, fazem várias atividades simultaneamente, profissões e atividades que exigem exposição pessoal, criatividade, agressividade, inovação, adaptação a situações e problemas novos, flexibilidade e agilidade mental, impulsividade nas compras, comer compulsivo, traços de infantilidade (no bom e no mau sentido), não estão nem aí para o que os outros vão pensar, até gostam de causar certo impacto, planos são mudados com facilidade e rapidez, não gostam de rotina, baixa tolerância à frustração, dotadas de um bom arsenal psicológico de ataque, entre outras.

Como o autor Diogo Lara frisa: “só vira transtorno de humor se surgirem sintomas que atrapalhem em algum grau a pessoa segundo sua própria avaliação ou segundo a percepção dos outros(....)”

Outro fator importante a ressaltar é a “abundância afetiva traz óbvias vantagens, mas tem facetas perigosas, ainda mais porque as características são, em geral, compartilhadas por familiares. Com tanta afetividade circulante, o risco é estabelecerem-se relações em que há dificuldade de desapego dos pais, irmãos ou companheiros, ou seja, uma espécie de dependência afetiva ou simbiose. Se as características de ansiedade e impulsividade forem fortes, as relações podem ser tumultuadas por discussões e brigas. Bipolares costumam ser bem melhores em conquistar do que em preservar.”

Também é importante considerar “uma manifestação comum da bipolaridade é a transcendência, que é a relação intensa com alguma forma de religião, filosofia de vida ou corrente mística.(...)O envolvimento tem caráter mais afetivo do que racional, de certa forma, canaliza parte da inquietude intrínseca aos padrões hipertímico e ciclotímico(...)”.

Sei que já me estendi demais no texto, mas não posso deixar de expor o fato de que a identificação do transtorno é de extrema importância até porque o tratamento adequado depende da correta identificação do quadro.

“Se a avaliação for baseada somente nos sintomas, comumente o quadro dos bipolares leves será confundido com depressão pura(unipolar), déficit de atenção, hiperatividade, transtornos de ansiedade, distúrbios alimentares, abuso de drogas ou transtorno de personalidade, já que os sintomas presentes nesses outros transtornos também podem se manifestar, de maneira igual ou semelhante, nos bipolares leves(...)”.

“Além de desenvolver empatia e confiança na relação com o paciente, a grande tarefa do profissional de saúde mental é fazer o diagnóstico correto. Atualmente, os critérios para diagnosticar transtornos psiquiátricos baseiam-se excessivamente nos sinais e sintomas aparentes. Para avaliação mais completa, deveriam ser analisados:

. sinais e sintomas;
. curso dos sintomas ou das manifestações do comportamento;
. temperamento e estilo;
. história familiar que avalie o componente genético como fator de risco (ou seja, um fato que aumenta as chances de algum evento acontecer);
. fatores de risco ambientais (como abuso e traumas na infância ou perdas recentes, no caso de depressão);
. resposta a fármacos (terapêuticos ou drogas de abuso, como o álcool);
. avaliação clínica geral e exames complementares (laboratoriais ou de imagem cerebral), quando indicado”.

Considerei importante este último tópico justamente para não cairmos no senso comum e evitarmos o erro de classificar ou diagnosticar uma pessoa, ou a si mesmo como bipolar, acredito que expus claramente a necessidade de procurar um profissional de psiquiatria especialista no TAB para realmente ter a certeza da situação do paciente.

Quero ressaltar mais uma vez que este texto é um resumo muito sucinto do TAB, sendo o mesmo direcionado para a observação de vários comportamentos que podem ser TAB ou não, o conhecimento da oscilação de humor juntamente com os outros comportamentos típico dos portadores de TAB, citados no texto, podem nos ajudar a orientar seus possíveis portadores a procurar ajuda especializada, é para isto que este texto se dedica.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Impaciência

Este comportamento hoje em dia é na verdade um sintoma da atualidade corrida, da pressa e da dificuldade em esperar.


Ocorre naturalmente que algumas pessoas são caprichosas e minadas e querem tudo a seu tempo, mas nem todas são assim e sentem-se impacientes. Isso ocorre devido a muitos afazeres que temos, das horas que parecem passar mais rápido, de tudo que queremos fazer ao mesmo tempo, de muitos pensamentos que rondam nossa mente, das preocupações, enfim do modo de vida que levamos.

Algumas pessoas parecem ter mais paciência, mas nem sempre é o que parece, elas podem somatizar, ou seja, acabam tendo pressão alta, dor de estômago, de cabeça ou outros sintomas físicos que são desencadeados pela emoção contida.

A impaciência aparece também quando estamos em contato constante com pessoas que pensam de modo diferente do nosso, não encontrar saídas e formas de convívio harmonioso também pode causar impaciência.

Resumindo, tudo aquilo que precisamos esperar, elaborar, construir precisa de paciência, tudo tem seu tempo e o fato de não aceitar esse tempo e querer que seja mais rápido causa impaciência.

Para amenizar reflita sobre o seu modo de vida, seus objetivos e desejos e trace um plano que seja mais flexível, que possa ser concretizado com mais calma. Lembre-se de que as diferenças individuais muitas vezes são positivas, elas nos mostram outras formas de ver a situação.

Tenha um tempo para descansar e fazer coisas que te dão satisfação, hoje em dia até a happy hour virou um compromisso...

Se pergunte: pra que e porque estou com pressa?

Estamos vivendo uma época de velocidade, senão acompanhamos temos a sensação de estar ficando pra trás, mas temos que ponderar até que ponto precisamos, podemos e queremos correr. Não escolhemos em que época viver, mas escolhemos como vivê-la.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Tratamento do Deficit de Atenção/ Hiperatividade

“Quanto mais informação e conhecimento você tiver sobre o transtorno do déficit de atenção, mais capacitado estará para compreender toda a sua história de vida e para contribuir efetivamente na elaboração de um tratamento que lhe seja mais eficaz e confortável. É importante compreender como o transtorno afeta a sua vida e a de todos que se encontram ao seu redor.


Apoio técnico

Nada mais é do que criar uma rotina que facilite a vida prática e que seja capaz de compensar, em parte, a sua desorganização interna. Procure seguir os aspectos abaixo:

. estabeleça horários regulares de maior produtividade, de repouso, de atividades físicas e de refeições.
. organize cronogramas em relação às suas obrigações, projetos e lazer.
. crie o hábito de ter uma agenda onde você anote, de véspera, os compromissos do dia seguinte, e confira tudo pela manhã antes de iniciar seu dia.
. tenha sempre à mão blocos e canetas para pequenos lembretes, anotações e listas.

No início você pode ter um pouco de dificuldade em seguir uma rotina, mas em pouco tempo isso se tornará um hábito que lhe trará conforto e segurança.

Terapêutica medicamentosa

Falar sobre uma terapêutica medicamentosa sempre causa polêmica, principalmente se a medicação tem a função de alterar de alguma maneira as funções cerebrais. (...) Mas, não podemos esquecer que o sofrimento humano não segue correntes filosóficas ou científicas, apenas busca uma sápida que contribua para o seu alívio.

Sob esse enfoque , o uso de medicamentos no transtorno do déficit de atenção pode e deve ser visto como uma ferramenta a mais na busca de uma melhor qualidade de vida.

Definir o que se deseja melhorar no comportamento vital de um TDA é essencial na escolha mais adequada de um medicamento.

Importante lembrar que a escolha do psiquiatra deve ser por um profissional que esteja familiarizado com o tratamento para pessoas TDAs, portanto aceite indicações de quem já se trata com um profissional que alcançou bons resultados com seus pacientes.

Psicoterapia

É preciso que a psicoterapia para casos de TDA seja diretiva, objetiva, estruturada e orientada a metas. Uma abordagem dotada dessas características é a chamada terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Cabe ai terapeuta instituir uma relação de confiança e cooperação com o paciente, e juntos, estabelecerem as metas da terapia.

De uma maneira geral, o terapeuta TCC irá trabalhar com treino em solução de problemas, treino em habilidades sociais, relaxamento, estabelecimento de agendas de atividades rotineiras e de objetivos e reestruturação de formas de pensar e lidar com problemas que podem estar sendo prejudiciais. Aumentar o nível de tolerância à frustração, minimizar a típica ruminação ansiosa na qual os TDAs mergulham, entre outras.”

Hoje encerro o resumo de tópicos do livro “Mentes Inquietas” de Ana Beatriz Barbosa Silva, referente ao Transtorno do Deficit de Atenção/ Hiperatividade.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A vida Afetiva de pessoas com Transtorno de Deficit de atenção/ hiperatividade

TDA e vida afetiva


“A forma de amar dos TDA/H é influenciada pela tríade de sintomas que citei anteriormente, desatenção, impulsividade e hiperatividade, que varia de intensidade de uma hora para outra. Mas uma coisa é certa: em todos os casos sobra emoção e quase sempre falta razão. Nessas mentes inquietas parece que não existe qualquer espaço que seja para abrigar a velha e cansada amiga Razão. Eles tendem a sentir todas as emoções de modo muito mais intenso que a maioria sequer pode imaginar.

Os impulsos nos TDAs podem se apresentar de várias formas: por meio de explosões afetivas, no comer, falar, trabalhar, jogar, fazer sexo, comprar ou usar drogas. Seja qual a forma em que tais impulsos possam se manifestar, sempre trarão situações de desconfortos pessoais e grandes embaraços conjugais. Os atos impulsivos são geralmente interpretados como egoístas, narcisistas ou infantis, mas sabemos que TDAs agem assim em função de uma alteração neurobiológica, que também não esta sob seu controle.

De um modo geral, pessoas com funcionamento TDA tem dificuldades de se expressar devido a enxurrada de pensamentos que gera uma disparidade entre o seu modo de pensar e a sua maneira de se expressar. Muitas vezes, a rapidez de seus pensamentos o impede de falar o que é fundamental para se fazer compreender. Muitos adultos com TDA tenderão a se calar com medo de provocar conflitos e/ou tenderão a dizer tudo que lhes vem à cabeça com uma grande dose de agressividade.

Os TDAs tem uma tendência a dependências em geral. Essa dependência muitas vezes pode se manifestar em uso de drogas, álcool, medicamentos. Em tais casos, verifica-se que, quase sempre, o consumo de certas substâncias costuma ocorrer como conseqüência de um cérebro que busca, incessantemente se acalmar, se organizar ou mesmo manifestar de maneira mais efetiva ou estruturada, na relação consigo mesmo ou com os outros. É nesse aspecto do relacionar-se com os outros que se inicia, desde muito cedo, o desenvolvimento de relacionamentos que terão como tônica a dependência de pessoas.

Se lembrarmos que a hipersensibilidade e a hiperreatividade são características do comportamento TDA, podemos logo imaginar ou mesmo constatar o grande estrago que relações desse tipo podem causar. As relações de dependência de pessoas TDAs podem ser classificadas de três maneiras: dependência ativa, passiva ou mascarada.

A classificação se baseia na origem da formação emocional desses indivíduos, que começa na infância, pois é justamente aí que se inicia todo o alicerce de nossa estrutura interna. Alicerce que será o terreno sobre o qual nossa autoestima irá se assentar, seja para crescer saudável, seja para manter-se frágil e dependente de referências externas, que , por serem externas, estarão sempre sujeitas a variações imprevisíveis.”

Lembro que este texto é um resumo muito reduzido do capítulo de mesmo título (TDA e vida afetiva) encontrado no livro: Mentes Inquietas, de Ana Beatriz Barbosa Silva.

Na semana que vem abordo o tema sobre o tratamento para TDAs, sendo este o último texto da série.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

FELIZ 2012 !

Quero desejar a todos um 2012 de muita saúde, paz, amor e harmonia. Com isto todo o resto se resolve.

A partir da próxima semana darei continuidade aos esclarecimentos sobre o Transtorno de Deficit de Atenção/ Hiperatividade (TDA/H).

Boa semana. Adriana

 

Para ter suas perguntas respondidas

Quero esclarecer que é necessário enviar suas perguntas ao meu e mail, ababpsico@gmail.com, pois se você deixa as perguntas nos comentários não tenho a opção de responder, somente de publicar. E para mim  não há identificação do e-mail de quem mandou a pergunta. 

Peço desculpas aos que enviaram suas questões nos comentários e as mesmas não foram respondidas, favor enviar novamente que eu respondo.

Adriana

   

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Diagnóstico TDA/H

Hoje estou postando um resumo do critério diagnóstico pata Transtorno de Deficit de Atenção/ Hiperatividade, retirado do livro Mentes Inquietas de Ana Beatriz Barbosa Silva.


Importante ressaltar que é necessário seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção ou hiperatividade ou impulsividade por pelo menos seis meses em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento.

TIPO DESATENTO

NÃO ENXERGA DETALHES E FAZ ERROS POR FALTA DE CUIDADO

TEM DIFICULDADE EM MANTER A ATENÇÃO

PARECE NÃO OUVIR QUANDO SE FALA COM ELA

TEM DIFICULDADE NA ORGANIZAÇÃO

NÃO GOSTA DE TAREFAS QUE EXIGEM ESFORÇO MENTAL PROLONGADO

FREQUENTEMENTE PERDE OBJETOS

DISTRAI-SE COM FACILIDADE

ESQUECIMENTO NAS ATIVIDADES ROTINEIRAS

DIFICULDADE EM SEGUIR INSTRUÇÕES



TIPO IMPULSIVO

INQUIETAÇÃO,MEXENDO AS MÃOS E OS PÉS OU NÃO PÁRA NA CADEIRA

TEM DIFICULDADE EM PERMANECER SENTADA

CORRE SEM DESTINO (em adultos,sentimento de inquietação)

DIFICULDADE EM FAZER UMA ATIVIDADE QUIETA OU EM SILÊNCIO

FALA EXCESSIVAMENTE

RESPONDE A PERGUNTAS ANTES DELAS SEREM FORMULADAS

AGE COMO SE FOSSE MOVIDA A MOTOR

TEM DIFICULDADE EM ESPERAR SUA VEZ

INTERROMPE CONVERSAS E SE INTROMETE



TIPO COMBINADO

DIFICULDADE EM TERMINAR UMA ATIVIDADE OU TRABALHO, SOZINHO

FICA ABORRECIDO COM TAREFAS NÃO ESTIMULANTESOU ROTINEIRAS

FALTA DE FLEXIBILIDADE (não sabe fazer transição de uma atividade para outra)

É IMPREVISÍVEL

NÃO APRENDE COM OS ERROS PASSADOS

PERCEPÇÃO SENSORIAL DIMINUÍDA

PROBLEMAS DE SONO

DIFÍCIL DE AGRADAR

AGRESSIVIDADE

NÃO TEM NOÇÃO DO PERIGO

FRUSTRA-SE COM FACILIDADE

NÃO RECONHECE OS LIMITES DOS OUTROS

DIFICULDADE NO RELACIONAMENTO COM COLEGAS

DIFICULDADE NOS ESTUDOS


Qualquer dúvida entre em contato pelo e-mail: ababpsico@gmail.com que responderei as questões.

Boa semana. Adriana

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Transtorno do deficit de atenção/ hiperatividade TDA/H

O que é TDA/H ?


“O cérebro do TDA apresenta um funcionamento bastante peculiar, que acaba por lhe trazer um comportamento típico, que pode ser responsável tanto por suas melhores características como por suas maiores angústias e desacertos vitais.

O comportamento TDA nasce do que se chama trio de base alterada. É a partir desse trio de sintomas – formado por alteração da atenção, da impulsividade e da velocidade da atividade física e mental – que irá se desvendar todo o universo TDA.

Importante ressaltar que não devemos raciocinar como se estivéssemos diante de um cérebro defeituoso e sim, como já disse, olhar sob um foco diferenciado, pois na verdade, o cérebro TDA apresenta um funcionamento peculiar.

Alteração de atenção: este é com certeza o sintoma mais importante no entendimento do comportamento TDA, uma vez que esta alteração é condição sine qua non para se efetuar o diagnóstico. Uma pessoa com comportamento TDA pode ou não apresentar hiperatividade física, mas jamais deixará de apresentar forte tendência à dispersão.

Impulsividade: pequenas coisas são capazes de despertar grandes emoções e a força dessas emoções gera o combustível aditivado de suas ações. A mente de um TDA funciona como um receptor de alta sensibilidade que, ao captar um pequeno sinal, reage automaticamente sem avaliar as características do objeto gerador do estímulo.

Hiperatividade física e mental: quando crianças se mostram agitados, movendo-se sem parar em qualquer ambiente. Chegam a nadar aos pulos, costumam receber designações pejorativas como: bicho carpinteiro, elétricas, desengonçadas, pestinhas, desajeitadas. Quando adultos essa hiperatividade se apresenta de forma menos exuberante, no entanto podemos observar aqueles que sacodem incessantemente as pernas, rabiscam papéis com constância, roem unhas, mexem o tempo todo no cabelo, dançam nas cadeiras de trabalho e estão sempre buscando algo para manter suas mãos ocupadas.”

Este texto é um resumo do primeiro capítulo do livro: 'Mentes Inquietas' de Ana Beatriz Barbosa Silva. Ed Fontanar

Nas próximas semanas irei informar mais sobre o assunto, inclusive com o teste diagnóstico da TDA/H. Aguardem.

Boa semana. Adriana

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Teus atos

Hoje deixo um verso para reflexão de todos os nossos atos, sem desculpas...


A partir da semana que vem inicio uma série de textos explicativos sobre a TDA/H conhecida como transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Não percam.

“O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será tua vontade.

O que for a tua vontade, assim serão os teus atos.

O que forem os teus atos, assim será o teu destino.”

Autor: B.V. IV


Boa semana. Adriana

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Síndrome do Pânico

A síndrome do pânico está ligada à ansiedade generalizada. Um ataque de pânico começa a ganhar força muitas horas antes do próprio ataque. Os ataques de pânico ganham força da ansiedade que se acumula ao longo das horas e dos dias. A ansiedade é definida como um estado de apreensão ou medo, provocado pela antecipação de uma ameaça, incidente ou situação, sejam elas reais ou imaginárias.


A ansiedade é uma das emoções humanas mais comuns durante a vida. No entanto, a maioria das pessoas que nunca teve um ataque de pânico, ou extrema ansiedade, não consegue compreender a natureza assustadora dessa experiência.

Estes são alguns dos sintomas da síndrome do pânico:

• Tonturas que levam ao pânico.

• Arrepios e calores seguidos de ansiedade.

• Falta de ar e apertos na garganta e no peito.

• Falta de conexão com o que se passa à sua volta.

• Preocupações obsessivas e pensamentos indesejados.

• Batimento cardíaco muito rápido e formigueiros no corpo.

• Um medo aterrorizador que o pânico vai fazer você passar dos limites.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.

Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas freqüentemente durante meses ou anos e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente. Existem também algumas evidências de que muitos indivíduos, especialmente os que desenvolvem os sintomas ainda jovens, podem parar de manifestar os sintomas naturalmente numa idade mais avançada (depois dos 50 anos). É importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação andamento sem um acompanhamento médico especializado.

Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento.

O transtorno do pânico é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado. Em decorrência dos sintomas perturbadores que acompanham o transtorno do pânico, este pode ser confundido com alguma outra doença. Tal confusão pode agravar o quadro do indivíduo. As pessoas freqüentemente vão às salas de emergência quando estão tendo ataques de pànico e muitos exames podem ser feitos para descartar outras possibilidades, gerando ainda mais ansiedade.

O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia.

Os profissionais de saúde mental que tipicamente acompanham um indivíduo no tratamento do transtorno do pânico são os psiquiatras e psicólogos. Para prescrever um tratamento medicamentoso para o transtorno do pânico, o indivíduo deve procurar um médico (geralmente um psiquiatra).

Geralmente a combinação da psicoterapia com medicamentos produz bons resultados. Alguns avanços podem ser notados num período de seis a oito semanas. Muitas vezes, a busca pela combinação correta de medicamentos (e mesmo de um médico com o qual o indivíduo se sinta confortável) pode levar algum tempo. Assim, um tratamento apropriado acompanhado por um profissional experiente pode prevenir o ataque de pânico ou ao menos reduzir substancialmente sua freqüência e severidade, significando a recuperação e ressocialização do paciente (se for o caso). Recaídas podem ocorrer, mas geralmente são tratadas com eficácia da mesma forma que o primeiro episódio.

Em adição, pessoas com transtorno do pânico podem precisar de tratamento para outros problemas emocionais. A depressão geralmente está associada ao transtorno do pânico, assim como pode haver alcoolismo e uso de outras drogas.

Fonte: Wikipedia

Boa semana. Adriana

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gente que eu gosto

Hoje deixo um texto rápido e reflexivo, de Maro Benedetti, para nos ajudar a melhorar nas pequenas coisas do dia.

Gente que eu gosto


Antes de mais nada gosto da gente que vibra, que não é necessário empurrar,

que não se tem que dizer que faça as coisas e que sabem o que tem que ser feito

e o fazem em menos tempo que o esperado.

Gosto da gente com capacidade de medir as conseqüências de suas ações.

A gente que não deixa as soluções para a sorte decidir.

Gosto da gente exigente com seu pessoal e consigo mesma, mas que não perde de vista que somos humanos e que podemo-nos equivocar.

Gosto da gente que pensa que o trabalho em equipa entre amigos produz às vezes mais que os caóticos esforços individuais.

Gosto da gente que sabe da importância da alegria.

Gosto da gente sincera e franca, capaz de opor-se com argumentos serenos e racionais

às decisões de seus superiores.

Gosto da gente de critério, a que não sente vergonha de reconhecer que não conhece algo ou que se enganou.

Gosto da gente que ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.

Gosto da gente capaz de criticar-me construtivamente e sem rodeios: a essas pessoas as chamo de meus amigos.

Gosto da gente fiel e persistente e que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideais.

Gosto da gente que trabalha para lograr bons resultados.

Com gente como esta, me comprometo a tudo, já que por ter esta gente ao meu lado me dou por satisfeito.

Mario Benedetti.

Boa semana. Adriana 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Auto piedade

Hoje falo sobre a auto piedade, último comportamento que atrapalha na autoconfiança.


A auto piedade é um sentimento de ser injustiçado, seguido de pensamentos pessimistas onde muitas vezes a pessoa tem vontade de sumir. Há muita lamentação e pouca ou nenhuma reação aos acontecimentos.

Para sair deste padrão de funcionamento é necessário olhar em volta, todos tem problemas.

Quem vive muito voltado para si mesmo não enxerga o outro e não percebe que coisas desagradáveis fazem parte da vida.

Outra maneira de se livrar da auto piedade é atacar os pensamentos pessimistas, ou seja, não se deixar levar por eles e encarar a realidade, ver o problema como ele realmente é sem dramatizar.

Em alguns casos ajudar o próximo também ajuda, pois você acaba percebendo que seus problemas não são tão ruins assim.

Portanto se você tem muitos pensamentos pessimistas e se acha injustiçado freqüentemente provavelmente está com pena de si mesmo. E ter pena de si mesmo não resolve o problema, aliás complica muito mais porque você deixa de encontrar as suas qualidades que ajudam a superar a questão.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Instabilidade

A instabilidade é um dos comportamentos que dificultam para que a pessoa tenha autoconfiança, pois como muda-se de idéia a todo momento, dúvidas surgem constantemente. A instabilidade se instala desde a infância quando os pais por serem pessimistas demais ou muito autoritários tiram da criança a sua vontade e ela passa a não saber o que escolher.


Não saber o que quer causa instabilidade. Portanto ter objetivos e traçar suas etapas ajuda a resolver a instabilidade. Assim como achar que algo sempre pode ser melhor paralisa a decisão. É necessário observar o que esta estável na situação para não cair na mania de perfeição e achar que nunca está bom. Não ter noção clara das situações gera instabilidade.

Mudar de ideia é positivo, mas mudar de ideia a todo momento sem ter realizado algo é instabilidade. Persevere nos seus objetivos e a sua instabilidade irá diminuir.

Boa semana. Adriana