quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Caixas de papelão e sacolas de pano oferecem alto grau de contaminação

Desde que começou essa estória de acabar com as sacolinhas no mercado eu achei uma opção sem sentido, já que outras embalagens para outros fins que também são de plástico continuariam a ser utilizadas e mais o governo não mencionou nenhum tipo de propaganda que tivesse o intuito de educar a população, já que esta ainda joga lixo na rua, portanto ainda tem muito a aprender. Outro ponto que me impediu de escrever aqui antes é o fato de eu saber que o plástico da sacolinha ecológica não iria simplesmente se decompor na natureza sem as devidas condições, mas eu não sou da área e me falta conhecimento adequado para falar sobre o assunto.

Felizmente recebi o Jornal do Farol, ano 9, nº 302, com uma entrevista com o engenheiro químico Miguel Bahiense (pessoa entendida) à revista Free São Paulo por Gilberto Campos.

Abaixo segue alguns trechos da entrevista que acredito serem os mais esclarecedores.

Caixas de papelão e sacolas de pano oferecem alto grau de contaminação

Miguel Bahiense é presidente da Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, ele não tem dúvidas que o acordo voluntário feito pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS), o Governo do Estado e as principais redes de supermercados que tirou do dia a dia dos consumidores o direito de utilizar as sacolinhas plásticas é uma farsa.(...)E alerta: as caixas de papelão e sacolas tem alto graus de coliformes fecais, coliformes totais e E.coli.(...)

As sacolinhas são mesmo as vilãs do meio ambiente?

Bahiense – ambientalmente, as sacolinhas comuns são comprovadamente as mais sustentáveis. Para se ter uma idéia, as sacolinhas apresentam menos emissão de CO2 em seu ciclo de vida, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções.

Mas o senhor concorda que o termo ’biodegradável’ é mais sedutor aos ouvidos do consumidor?

Bahiense – o termo biodegradável é sedutor, mas confunde a população. Passa a impressão que é algo que vai sumir na natureza sem causar danos. As sacolinhas biodegradáveis, vendidas aos consumidores, só se biodegradam em condições adequadas de compostagem, ou seja, precisaria de uma usina de compostagem e controlar as emissões. No Brasil, entretanto, não existem usinas de compostagem. Se o nome biodegradável é sedutor para o consumidor, para a ciência é muito pior em termos de impacto ambiental.

Até que ponto a população de baixa renda vai sofrer mais?

Bahiense – a população de baixa renda pé a que mais utiliza a sacolinha plástica para descarte do lixo. A conta também é simples. Antes a população utilizava as sacolas para descartar lixo, não importava sua classe social. Agora, sem elas, as classes A e B+ poderão agregar em seu orçamento doméstico os sacos de lixo. E as classes B-, C, D e E? Como comprarão sacos de lixo? Como descartarão seu lixo sem sacolinhas? Será um problema ambiental, este sim real, pois os que os supermercados argumentam para banir as sacolas são equivocados.

Os supermercados oferecem como opção as caixas de papelão. Quais os riscos do consumidor em utilizá-las?

Bahiense – há alto grau de contaminação. Um estudo realizado pela Microbiotécnica, empresa especializada em higiene ambiental, apontou que caixas de papelão e sacolas de pano usadas possuem alto grau de contaminação. Nas sacolas plásticas não foram encontrados coliformes totais, coliformes fecais, nem E.coli (escherichia coli), enquanto em 58% das sacolas de pano havia a presença de coliformes totais. Já nas amostras de caixa de papelão, 80% apresentavam coliformes totais, 62% coliformes fecais e 56% E.coli.

O que fazer para o consumidor ter o retorno das sacolinhas plásticas?

Bahiense – Existem ações na Justiça Paulista. Muitos municípios criaram leis para banir as sacolas plásticas. O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou cerca de trinta leis como estas. O Estado sabe que é inconstitucional banir as sacolas, é o próprio TJ que diz. “

Quero esclarecer que sou a favor de medidas que preservem o meio ambiente, mas quando são coerentes. No meu caso, especificamente, irei poluir mais usando sacos de lixo porque a quantidade de lixo que descarto é pequena, o menor saco de lixo que encontro no mercado tem o dobro do tamanho da sacolinha, ou seja, é como se eu jogasse o dobro de plástico no lixo, que inclusive não tem coleta seletiva e o plástico preto ou azul do saco de lixo também é de plástico...ainda tem o fato de continuarmos usando plástico nas embalagens dos produtos, no sacolão, em outras lojas, que não supermercados, que continuam embalando os produtos em sacolas plásticas, e nem todo município irá aderir a exclusão das sacolinhas, então além dos problemas citados na entrevista acima temos o fato de muitas pessoas jogarem lixo na rua e ele irá em sacos de lixo, qual a diferença? Foi principalmente por estes motivos que eu publiquei a entrevista de Miguel Bahiense, num blog de psicologia, mas que tem como título, PENSAR PARA REALIZAR.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Transtorno Afetivo Bipolar

Atualmente os termos psiquiátricos tem feito parte da linguagem cotidiana, porém infelizmente eles são usados inadequadamente, criando assim confusão e dúvida sobre o que realmente significam. Já abordei outros assuntos como síndrome do pânico, depressão e hoje falarei sobre a bipolaridade, antes conhecida como psicose maníaco depressiva e tem como sigla TAB (transtorno afetivo bipolar).


O texto abaixo é um resumo muito sucinto do livro Temperamento Forte e Bipolaridade do autor e psiquiatra Diogo Lara.

"O termo bipolar expressa os dois pólos de humor ou de estados afetivos que se alteram nesse transtorno: a depressão e se oposto, a hipomania ou a mania, dependendo da gravidade, cujas manifestações são euforia, energia exagerada, grandiosidade, aceleração e uma sensação de prazer intenso ou um estado altamente irritável e agressivo. Várias outras áreas são afetadas nesses estados de humor, como sono, apetite, atividade motora, atenção e concentração, mas a essência está no estado geral do humor, ou seja, no modo como a pessoa se sente.

O Transtorno de humor deprimido deve ser diferenciado do transtorno de humor unipolar, que ocorre geralmente em pessoas de temperamento mais brando, com alterações na direção do humor deprimido, sem as fases de humor elevado, eufórico ou irritável.

Nos casos de humor instável, com oscilação freqüente e imprevisível, muitas vezes não chegam a apresentar extremos de humor, o que é diferente de pessoas com depressão unipolar, que tem períodos de depressivos de várias semanas ou meses sem trégua de um dia sequer.

O humor normal deve flutuar entre os diversos estados de alegria, tristeza, ansiedade e raiva. Saudável é a variação de humor de acordo com a situação, com intensidade e duração corretas, embora correto seja relativo-e é para ser relativo mesmo. Levando-se em conta aspectos pessoais, sociais e culturais, é muito complexo objetivar qual a melhor reação de humor considerando-se as circunstâncias tão variadas que podemos vivenciar. O transtorno de humor começa quando algo no seu ajuste sai do prumo, como um instrumento desafinado, produzindo respostas emocionais de maneira desproporcional em intensidade e/ou duração, ou até mesmo mudanças no humor sem o estímulo necessário para ocorrerem na maioria das pessoas.”

Para se ter uma ideia do quanto o assunto é complexo, “todos esses nomes, bipolar, ciclotímico, hipertímico, bipolar do tipo I, II, III, IV - quanto maior o número, mais leve o transtorno - derivam do hábito de categorizar e classificar, o que de fato maios ajuda que atrapalha.”

Como existem todos essas formas de manifestação da doença, assim são também os quadros de cada uma delas, ou seja, as características da personalidade bipolar são as mesmas e se diferenciam de pessoa para pessoa de acordo com seu histórico familiar, tratamento, tipo da doença. Minha intenção aqui não é explicar cada tipo (o que você encontra no livro), também não falarei sobre o tratamento, mesmo este sendo imprescindível e de grande importância para uma vida saudável do bipolar seus familiares. Abaixo seguem os comportamentos mais comuns entre os bipolares, independente do tipo que se apresenta.

Conseguem aliar pique e versatilidade, fazem várias atividades simultaneamente, profissões e atividades que exigem exposição pessoal, criatividade, agressividade, inovação, adaptação a situações e problemas novos, flexibilidade e agilidade mental, impulsividade nas compras, comer compulsivo, traços de infantilidade (no bom e no mau sentido), não estão nem aí para o que os outros vão pensar, até gostam de causar certo impacto, planos são mudados com facilidade e rapidez, não gostam de rotina, baixa tolerância à frustração, dotadas de um bom arsenal psicológico de ataque, entre outras.

Como o autor Diogo Lara frisa: “só vira transtorno de humor se surgirem sintomas que atrapalhem em algum grau a pessoa segundo sua própria avaliação ou segundo a percepção dos outros(....)”

Outro fator importante a ressaltar é a “abundância afetiva traz óbvias vantagens, mas tem facetas perigosas, ainda mais porque as características são, em geral, compartilhadas por familiares. Com tanta afetividade circulante, o risco é estabelecerem-se relações em que há dificuldade de desapego dos pais, irmãos ou companheiros, ou seja, uma espécie de dependência afetiva ou simbiose. Se as características de ansiedade e impulsividade forem fortes, as relações podem ser tumultuadas por discussões e brigas. Bipolares costumam ser bem melhores em conquistar do que em preservar.”

Também é importante considerar “uma manifestação comum da bipolaridade é a transcendência, que é a relação intensa com alguma forma de religião, filosofia de vida ou corrente mística.(...)O envolvimento tem caráter mais afetivo do que racional, de certa forma, canaliza parte da inquietude intrínseca aos padrões hipertímico e ciclotímico(...)”.

Sei que já me estendi demais no texto, mas não posso deixar de expor o fato de que a identificação do transtorno é de extrema importância até porque o tratamento adequado depende da correta identificação do quadro.

“Se a avaliação for baseada somente nos sintomas, comumente o quadro dos bipolares leves será confundido com depressão pura(unipolar), déficit de atenção, hiperatividade, transtornos de ansiedade, distúrbios alimentares, abuso de drogas ou transtorno de personalidade, já que os sintomas presentes nesses outros transtornos também podem se manifestar, de maneira igual ou semelhante, nos bipolares leves(...)”.

“Além de desenvolver empatia e confiança na relação com o paciente, a grande tarefa do profissional de saúde mental é fazer o diagnóstico correto. Atualmente, os critérios para diagnosticar transtornos psiquiátricos baseiam-se excessivamente nos sinais e sintomas aparentes. Para avaliação mais completa, deveriam ser analisados:

. sinais e sintomas;
. curso dos sintomas ou das manifestações do comportamento;
. temperamento e estilo;
. história familiar que avalie o componente genético como fator de risco (ou seja, um fato que aumenta as chances de algum evento acontecer);
. fatores de risco ambientais (como abuso e traumas na infância ou perdas recentes, no caso de depressão);
. resposta a fármacos (terapêuticos ou drogas de abuso, como o álcool);
. avaliação clínica geral e exames complementares (laboratoriais ou de imagem cerebral), quando indicado”.

Considerei importante este último tópico justamente para não cairmos no senso comum e evitarmos o erro de classificar ou diagnosticar uma pessoa, ou a si mesmo como bipolar, acredito que expus claramente a necessidade de procurar um profissional de psiquiatria especialista no TAB para realmente ter a certeza da situação do paciente.

Quero ressaltar mais uma vez que este texto é um resumo muito sucinto do TAB, sendo o mesmo direcionado para a observação de vários comportamentos que podem ser TAB ou não, o conhecimento da oscilação de humor juntamente com os outros comportamentos típico dos portadores de TAB, citados no texto, podem nos ajudar a orientar seus possíveis portadores a procurar ajuda especializada, é para isto que este texto se dedica.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Impaciência

Este comportamento hoje em dia é na verdade um sintoma da atualidade corrida, da pressa e da dificuldade em esperar.


Ocorre naturalmente que algumas pessoas são caprichosas e minadas e querem tudo a seu tempo, mas nem todas são assim e sentem-se impacientes. Isso ocorre devido a muitos afazeres que temos, das horas que parecem passar mais rápido, de tudo que queremos fazer ao mesmo tempo, de muitos pensamentos que rondam nossa mente, das preocupações, enfim do modo de vida que levamos.

Algumas pessoas parecem ter mais paciência, mas nem sempre é o que parece, elas podem somatizar, ou seja, acabam tendo pressão alta, dor de estômago, de cabeça ou outros sintomas físicos que são desencadeados pela emoção contida.

A impaciência aparece também quando estamos em contato constante com pessoas que pensam de modo diferente do nosso, não encontrar saídas e formas de convívio harmonioso também pode causar impaciência.

Resumindo, tudo aquilo que precisamos esperar, elaborar, construir precisa de paciência, tudo tem seu tempo e o fato de não aceitar esse tempo e querer que seja mais rápido causa impaciência.

Para amenizar reflita sobre o seu modo de vida, seus objetivos e desejos e trace um plano que seja mais flexível, que possa ser concretizado com mais calma. Lembre-se de que as diferenças individuais muitas vezes são positivas, elas nos mostram outras formas de ver a situação.

Tenha um tempo para descansar e fazer coisas que te dão satisfação, hoje em dia até a happy hour virou um compromisso...

Se pergunte: pra que e porque estou com pressa?

Estamos vivendo uma época de velocidade, senão acompanhamos temos a sensação de estar ficando pra trás, mas temos que ponderar até que ponto precisamos, podemos e queremos correr. Não escolhemos em que época viver, mas escolhemos como vivê-la.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Tratamento do Deficit de Atenção/ Hiperatividade

“Quanto mais informação e conhecimento você tiver sobre o transtorno do déficit de atenção, mais capacitado estará para compreender toda a sua história de vida e para contribuir efetivamente na elaboração de um tratamento que lhe seja mais eficaz e confortável. É importante compreender como o transtorno afeta a sua vida e a de todos que se encontram ao seu redor.


Apoio técnico

Nada mais é do que criar uma rotina que facilite a vida prática e que seja capaz de compensar, em parte, a sua desorganização interna. Procure seguir os aspectos abaixo:

. estabeleça horários regulares de maior produtividade, de repouso, de atividades físicas e de refeições.
. organize cronogramas em relação às suas obrigações, projetos e lazer.
. crie o hábito de ter uma agenda onde você anote, de véspera, os compromissos do dia seguinte, e confira tudo pela manhã antes de iniciar seu dia.
. tenha sempre à mão blocos e canetas para pequenos lembretes, anotações e listas.

No início você pode ter um pouco de dificuldade em seguir uma rotina, mas em pouco tempo isso se tornará um hábito que lhe trará conforto e segurança.

Terapêutica medicamentosa

Falar sobre uma terapêutica medicamentosa sempre causa polêmica, principalmente se a medicação tem a função de alterar de alguma maneira as funções cerebrais. (...) Mas, não podemos esquecer que o sofrimento humano não segue correntes filosóficas ou científicas, apenas busca uma sápida que contribua para o seu alívio.

Sob esse enfoque , o uso de medicamentos no transtorno do déficit de atenção pode e deve ser visto como uma ferramenta a mais na busca de uma melhor qualidade de vida.

Definir o que se deseja melhorar no comportamento vital de um TDA é essencial na escolha mais adequada de um medicamento.

Importante lembrar que a escolha do psiquiatra deve ser por um profissional que esteja familiarizado com o tratamento para pessoas TDAs, portanto aceite indicações de quem já se trata com um profissional que alcançou bons resultados com seus pacientes.

Psicoterapia

É preciso que a psicoterapia para casos de TDA seja diretiva, objetiva, estruturada e orientada a metas. Uma abordagem dotada dessas características é a chamada terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Cabe ai terapeuta instituir uma relação de confiança e cooperação com o paciente, e juntos, estabelecerem as metas da terapia.

De uma maneira geral, o terapeuta TCC irá trabalhar com treino em solução de problemas, treino em habilidades sociais, relaxamento, estabelecimento de agendas de atividades rotineiras e de objetivos e reestruturação de formas de pensar e lidar com problemas que podem estar sendo prejudiciais. Aumentar o nível de tolerância à frustração, minimizar a típica ruminação ansiosa na qual os TDAs mergulham, entre outras.”

Hoje encerro o resumo de tópicos do livro “Mentes Inquietas” de Ana Beatriz Barbosa Silva, referente ao Transtorno do Deficit de Atenção/ Hiperatividade.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A vida Afetiva de pessoas com Transtorno de Deficit de atenção/ hiperatividade

TDA e vida afetiva


“A forma de amar dos TDA/H é influenciada pela tríade de sintomas que citei anteriormente, desatenção, impulsividade e hiperatividade, que varia de intensidade de uma hora para outra. Mas uma coisa é certa: em todos os casos sobra emoção e quase sempre falta razão. Nessas mentes inquietas parece que não existe qualquer espaço que seja para abrigar a velha e cansada amiga Razão. Eles tendem a sentir todas as emoções de modo muito mais intenso que a maioria sequer pode imaginar.

Os impulsos nos TDAs podem se apresentar de várias formas: por meio de explosões afetivas, no comer, falar, trabalhar, jogar, fazer sexo, comprar ou usar drogas. Seja qual a forma em que tais impulsos possam se manifestar, sempre trarão situações de desconfortos pessoais e grandes embaraços conjugais. Os atos impulsivos são geralmente interpretados como egoístas, narcisistas ou infantis, mas sabemos que TDAs agem assim em função de uma alteração neurobiológica, que também não esta sob seu controle.

De um modo geral, pessoas com funcionamento TDA tem dificuldades de se expressar devido a enxurrada de pensamentos que gera uma disparidade entre o seu modo de pensar e a sua maneira de se expressar. Muitas vezes, a rapidez de seus pensamentos o impede de falar o que é fundamental para se fazer compreender. Muitos adultos com TDA tenderão a se calar com medo de provocar conflitos e/ou tenderão a dizer tudo que lhes vem à cabeça com uma grande dose de agressividade.

Os TDAs tem uma tendência a dependências em geral. Essa dependência muitas vezes pode se manifestar em uso de drogas, álcool, medicamentos. Em tais casos, verifica-se que, quase sempre, o consumo de certas substâncias costuma ocorrer como conseqüência de um cérebro que busca, incessantemente se acalmar, se organizar ou mesmo manifestar de maneira mais efetiva ou estruturada, na relação consigo mesmo ou com os outros. É nesse aspecto do relacionar-se com os outros que se inicia, desde muito cedo, o desenvolvimento de relacionamentos que terão como tônica a dependência de pessoas.

Se lembrarmos que a hipersensibilidade e a hiperreatividade são características do comportamento TDA, podemos logo imaginar ou mesmo constatar o grande estrago que relações desse tipo podem causar. As relações de dependência de pessoas TDAs podem ser classificadas de três maneiras: dependência ativa, passiva ou mascarada.

A classificação se baseia na origem da formação emocional desses indivíduos, que começa na infância, pois é justamente aí que se inicia todo o alicerce de nossa estrutura interna. Alicerce que será o terreno sobre o qual nossa autoestima irá se assentar, seja para crescer saudável, seja para manter-se frágil e dependente de referências externas, que , por serem externas, estarão sempre sujeitas a variações imprevisíveis.”

Lembro que este texto é um resumo muito reduzido do capítulo de mesmo título (TDA e vida afetiva) encontrado no livro: Mentes Inquietas, de Ana Beatriz Barbosa Silva.

Na semana que vem abordo o tema sobre o tratamento para TDAs, sendo este o último texto da série.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

FELIZ 2012 !

Quero desejar a todos um 2012 de muita saúde, paz, amor e harmonia. Com isto todo o resto se resolve.

A partir da próxima semana darei continuidade aos esclarecimentos sobre o Transtorno de Deficit de Atenção/ Hiperatividade (TDA/H).

Boa semana. Adriana

 

Para ter suas perguntas respondidas

Quero esclarecer que é necessário enviar suas perguntas ao meu e mail, ababpsico@gmail.com, pois se você deixa as perguntas nos comentários não tenho a opção de responder, somente de publicar. E para mim  não há identificação do e-mail de quem mandou a pergunta. 

Peço desculpas aos que enviaram suas questões nos comentários e as mesmas não foram respondidas, favor enviar novamente que eu respondo.

Adriana

   

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Diagnóstico TDA/H

Hoje estou postando um resumo do critério diagnóstico pata Transtorno de Deficit de Atenção/ Hiperatividade, retirado do livro Mentes Inquietas de Ana Beatriz Barbosa Silva.


Importante ressaltar que é necessário seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção ou hiperatividade ou impulsividade por pelo menos seis meses em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento.

TIPO DESATENTO

NÃO ENXERGA DETALHES E FAZ ERROS POR FALTA DE CUIDADO

TEM DIFICULDADE EM MANTER A ATENÇÃO

PARECE NÃO OUVIR QUANDO SE FALA COM ELA

TEM DIFICULDADE NA ORGANIZAÇÃO

NÃO GOSTA DE TAREFAS QUE EXIGEM ESFORÇO MENTAL PROLONGADO

FREQUENTEMENTE PERDE OBJETOS

DISTRAI-SE COM FACILIDADE

ESQUECIMENTO NAS ATIVIDADES ROTINEIRAS

DIFICULDADE EM SEGUIR INSTRUÇÕES



TIPO IMPULSIVO

INQUIETAÇÃO,MEXENDO AS MÃOS E OS PÉS OU NÃO PÁRA NA CADEIRA

TEM DIFICULDADE EM PERMANECER SENTADA

CORRE SEM DESTINO (em adultos,sentimento de inquietação)

DIFICULDADE EM FAZER UMA ATIVIDADE QUIETA OU EM SILÊNCIO

FALA EXCESSIVAMENTE

RESPONDE A PERGUNTAS ANTES DELAS SEREM FORMULADAS

AGE COMO SE FOSSE MOVIDA A MOTOR

TEM DIFICULDADE EM ESPERAR SUA VEZ

INTERROMPE CONVERSAS E SE INTROMETE



TIPO COMBINADO

DIFICULDADE EM TERMINAR UMA ATIVIDADE OU TRABALHO, SOZINHO

FICA ABORRECIDO COM TAREFAS NÃO ESTIMULANTESOU ROTINEIRAS

FALTA DE FLEXIBILIDADE (não sabe fazer transição de uma atividade para outra)

É IMPREVISÍVEL

NÃO APRENDE COM OS ERROS PASSADOS

PERCEPÇÃO SENSORIAL DIMINUÍDA

PROBLEMAS DE SONO

DIFÍCIL DE AGRADAR

AGRESSIVIDADE

NÃO TEM NOÇÃO DO PERIGO

FRUSTRA-SE COM FACILIDADE

NÃO RECONHECE OS LIMITES DOS OUTROS

DIFICULDADE NO RELACIONAMENTO COM COLEGAS

DIFICULDADE NOS ESTUDOS


Qualquer dúvida entre em contato pelo e-mail: ababpsico@gmail.com que responderei as questões.

Boa semana. Adriana

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Transtorno do deficit de atenção/ hiperatividade TDA/H

O que é TDA/H ?


“O cérebro do TDA apresenta um funcionamento bastante peculiar, que acaba por lhe trazer um comportamento típico, que pode ser responsável tanto por suas melhores características como por suas maiores angústias e desacertos vitais.

O comportamento TDA nasce do que se chama trio de base alterada. É a partir desse trio de sintomas – formado por alteração da atenção, da impulsividade e da velocidade da atividade física e mental – que irá se desvendar todo o universo TDA.

Importante ressaltar que não devemos raciocinar como se estivéssemos diante de um cérebro defeituoso e sim, como já disse, olhar sob um foco diferenciado, pois na verdade, o cérebro TDA apresenta um funcionamento peculiar.

Alteração de atenção: este é com certeza o sintoma mais importante no entendimento do comportamento TDA, uma vez que esta alteração é condição sine qua non para se efetuar o diagnóstico. Uma pessoa com comportamento TDA pode ou não apresentar hiperatividade física, mas jamais deixará de apresentar forte tendência à dispersão.

Impulsividade: pequenas coisas são capazes de despertar grandes emoções e a força dessas emoções gera o combustível aditivado de suas ações. A mente de um TDA funciona como um receptor de alta sensibilidade que, ao captar um pequeno sinal, reage automaticamente sem avaliar as características do objeto gerador do estímulo.

Hiperatividade física e mental: quando crianças se mostram agitados, movendo-se sem parar em qualquer ambiente. Chegam a nadar aos pulos, costumam receber designações pejorativas como: bicho carpinteiro, elétricas, desengonçadas, pestinhas, desajeitadas. Quando adultos essa hiperatividade se apresenta de forma menos exuberante, no entanto podemos observar aqueles que sacodem incessantemente as pernas, rabiscam papéis com constância, roem unhas, mexem o tempo todo no cabelo, dançam nas cadeiras de trabalho e estão sempre buscando algo para manter suas mãos ocupadas.”

Este texto é um resumo do primeiro capítulo do livro: 'Mentes Inquietas' de Ana Beatriz Barbosa Silva. Ed Fontanar

Nas próximas semanas irei informar mais sobre o assunto, inclusive com o teste diagnóstico da TDA/H. Aguardem.

Boa semana. Adriana

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Teus atos

Hoje deixo um verso para reflexão de todos os nossos atos, sem desculpas...


A partir da semana que vem inicio uma série de textos explicativos sobre a TDA/H conhecida como transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Não percam.

“O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será tua vontade.

O que for a tua vontade, assim serão os teus atos.

O que forem os teus atos, assim será o teu destino.”

Autor: B.V. IV


Boa semana. Adriana

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Síndrome do Pânico

A síndrome do pânico está ligada à ansiedade generalizada. Um ataque de pânico começa a ganhar força muitas horas antes do próprio ataque. Os ataques de pânico ganham força da ansiedade que se acumula ao longo das horas e dos dias. A ansiedade é definida como um estado de apreensão ou medo, provocado pela antecipação de uma ameaça, incidente ou situação, sejam elas reais ou imaginárias.


A ansiedade é uma das emoções humanas mais comuns durante a vida. No entanto, a maioria das pessoas que nunca teve um ataque de pânico, ou extrema ansiedade, não consegue compreender a natureza assustadora dessa experiência.

Estes são alguns dos sintomas da síndrome do pânico:

• Tonturas que levam ao pânico.

• Arrepios e calores seguidos de ansiedade.

• Falta de ar e apertos na garganta e no peito.

• Falta de conexão com o que se passa à sua volta.

• Preocupações obsessivas e pensamentos indesejados.

• Batimento cardíaco muito rápido e formigueiros no corpo.

• Um medo aterrorizador que o pânico vai fazer você passar dos limites.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.

Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas freqüentemente durante meses ou anos e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente. Existem também algumas evidências de que muitos indivíduos, especialmente os que desenvolvem os sintomas ainda jovens, podem parar de manifestar os sintomas naturalmente numa idade mais avançada (depois dos 50 anos). É importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação andamento sem um acompanhamento médico especializado.

Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento.

O transtorno do pânico é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado. Em decorrência dos sintomas perturbadores que acompanham o transtorno do pânico, este pode ser confundido com alguma outra doença. Tal confusão pode agravar o quadro do indivíduo. As pessoas freqüentemente vão às salas de emergência quando estão tendo ataques de pànico e muitos exames podem ser feitos para descartar outras possibilidades, gerando ainda mais ansiedade.

O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia.

Os profissionais de saúde mental que tipicamente acompanham um indivíduo no tratamento do transtorno do pânico são os psiquiatras e psicólogos. Para prescrever um tratamento medicamentoso para o transtorno do pânico, o indivíduo deve procurar um médico (geralmente um psiquiatra).

Geralmente a combinação da psicoterapia com medicamentos produz bons resultados. Alguns avanços podem ser notados num período de seis a oito semanas. Muitas vezes, a busca pela combinação correta de medicamentos (e mesmo de um médico com o qual o indivíduo se sinta confortável) pode levar algum tempo. Assim, um tratamento apropriado acompanhado por um profissional experiente pode prevenir o ataque de pânico ou ao menos reduzir substancialmente sua freqüência e severidade, significando a recuperação e ressocialização do paciente (se for o caso). Recaídas podem ocorrer, mas geralmente são tratadas com eficácia da mesma forma que o primeiro episódio.

Em adição, pessoas com transtorno do pânico podem precisar de tratamento para outros problemas emocionais. A depressão geralmente está associada ao transtorno do pânico, assim como pode haver alcoolismo e uso de outras drogas.

Fonte: Wikipedia

Boa semana. Adriana

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gente que eu gosto

Hoje deixo um texto rápido e reflexivo, de Maro Benedetti, para nos ajudar a melhorar nas pequenas coisas do dia.

Gente que eu gosto


Antes de mais nada gosto da gente que vibra, que não é necessário empurrar,

que não se tem que dizer que faça as coisas e que sabem o que tem que ser feito

e o fazem em menos tempo que o esperado.

Gosto da gente com capacidade de medir as conseqüências de suas ações.

A gente que não deixa as soluções para a sorte decidir.

Gosto da gente exigente com seu pessoal e consigo mesma, mas que não perde de vista que somos humanos e que podemo-nos equivocar.

Gosto da gente que pensa que o trabalho em equipa entre amigos produz às vezes mais que os caóticos esforços individuais.

Gosto da gente que sabe da importância da alegria.

Gosto da gente sincera e franca, capaz de opor-se com argumentos serenos e racionais

às decisões de seus superiores.

Gosto da gente de critério, a que não sente vergonha de reconhecer que não conhece algo ou que se enganou.

Gosto da gente que ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.

Gosto da gente capaz de criticar-me construtivamente e sem rodeios: a essas pessoas as chamo de meus amigos.

Gosto da gente fiel e persistente e que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideais.

Gosto da gente que trabalha para lograr bons resultados.

Com gente como esta, me comprometo a tudo, já que por ter esta gente ao meu lado me dou por satisfeito.

Mario Benedetti.

Boa semana. Adriana 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Auto piedade

Hoje falo sobre a auto piedade, último comportamento que atrapalha na autoconfiança.


A auto piedade é um sentimento de ser injustiçado, seguido de pensamentos pessimistas onde muitas vezes a pessoa tem vontade de sumir. Há muita lamentação e pouca ou nenhuma reação aos acontecimentos.

Para sair deste padrão de funcionamento é necessário olhar em volta, todos tem problemas.

Quem vive muito voltado para si mesmo não enxerga o outro e não percebe que coisas desagradáveis fazem parte da vida.

Outra maneira de se livrar da auto piedade é atacar os pensamentos pessimistas, ou seja, não se deixar levar por eles e encarar a realidade, ver o problema como ele realmente é sem dramatizar.

Em alguns casos ajudar o próximo também ajuda, pois você acaba percebendo que seus problemas não são tão ruins assim.

Portanto se você tem muitos pensamentos pessimistas e se acha injustiçado freqüentemente provavelmente está com pena de si mesmo. E ter pena de si mesmo não resolve o problema, aliás complica muito mais porque você deixa de encontrar as suas qualidades que ajudam a superar a questão.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Instabilidade

A instabilidade é um dos comportamentos que dificultam para que a pessoa tenha autoconfiança, pois como muda-se de idéia a todo momento, dúvidas surgem constantemente. A instabilidade se instala desde a infância quando os pais por serem pessimistas demais ou muito autoritários tiram da criança a sua vontade e ela passa a não saber o que escolher.


Não saber o que quer causa instabilidade. Portanto ter objetivos e traçar suas etapas ajuda a resolver a instabilidade. Assim como achar que algo sempre pode ser melhor paralisa a decisão. É necessário observar o que esta estável na situação para não cair na mania de perfeição e achar que nunca está bom. Não ter noção clara das situações gera instabilidade.

Mudar de ideia é positivo, mas mudar de ideia a todo momento sem ter realizado algo é instabilidade. Persevere nos seus objetivos e a sua instabilidade irá diminuir.

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Curso de Realacionamento Amoroso

Convido a todos a participarem do curso de Relacionamento Amoroso.

Sinopse
O curso é direcionado para pessoas que querem construir um relacionamento sólido e harmonioso e para aqueles que desejam reorganizar e melhorar o relacionamento com seu parceiro.

Local:
Cooperativa Cultural Brasileira (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 252, 5º andar, Barra Funda – São Paulo – SP. O prédio se situa em frente ao auditório do Memorial da América Latina, portão 13, próximo do metrô.)

Público-alvo:
geral

Carga horária: 08hs (02hs cada encontro)

Dias 09, 16, 23 e 30 de novembrodas 19:30 às 21:30hs

Vagas: 40Mínimo de participantes: 08

Inscrições
1ª etapa: Preenche a ficha de inscrição (clicar no menu Inscrições)
2ª etapa: Encaminhar a ficha e o comprovante de pagamento paraecooa@coopcultural.org.br.Investimento: R$150,00 (10% de desconto para cooperados)
PagamentoDepósito no Banco do Brasil – Agência: 4078-9 – Conta Conrrente: 9949-xCooperativa Cultural Brasileira – CNPJ: 06.292.764/001-84

Mais Informações
Julio César: (11) 9985-8863
Miriam: (11) 3828-3447

Adriana Barreto é psicóloga graduada pela Universidade de Guarulhos (UnG). Atua na área clinica há 12 anos, ministra palestra e coordena grupos e cursos direcionados a adultos tratando de assuntos para desenvolvimento pessoal. Atua como vice presidente na ONG Missão Integral onde coordena os cursos e atua como voluntária em Grupos Terapêuticos e Apoio a Terceira Idade.

Falar com ela: ab.psico@ig.com.br
Web: http://www.pensarpararealizar.blogspot.comrealização/

                                  

Ilusão

Hoje falo sobre a ilusão, quarto comportamento que dificulta para ter segurança.


Por mais que a realidade seja dura ou dificultosa não vale a pena trocá-la por fantasias. Somos hábeis no jogo da fuga e a fantasia é uma forma de fugir da realidade, criar situações fantasiosas e acreditar nelas é fuga, é ilusão.

O maior perigo está em acreditar nas fantasias ou em esperar que as coisas ou os outros sejam diferentes, esperar que a felicidade venha dessa mudança ou simplesmente esperar que venha de fora, do outro; já é uma ilusão.

A ilusão acontece porque o envolvimento emocional impede a pessoa de ver os fatos, então ela os nega e prefere inventar outra versão para o fato, que não é real, é fantasia, ilusão. Muitas vezes esse envolvimento emocional é inconsciente e a pessoa não percebe que está se enganando.

Então para resolver a questão da ilusão temos que:

1. reconhecer o problema;
2. encarar os fatos;
3. pensar no que pode ser feito e
4. entender o que há de ruim que nos faz fugir da situação.

Para saber se você se ilude, pergunte-se:

1. você encara os fatos como eles realmente são?
2. O que você faz quando as coisas não saem como você queria?

Boa semana. Adriana

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Comparação

Hoje falo da comparação, um comportamento habitual da nossa sociedade e que aprendemos desde muito cedo a incorporar no nosso dia a dia.


A comparação deveria ser feita somente entre coisas e pessoas iguais, o mais parecidos possível, mas infelizmente não é assim que acontece e chegamos ao ponto de comparar pessoas, que não são iguais quando vistas de perto.

A comparação é positiva quando leva em conta o que o outro fez e como eu também posso conseguir, é negativa quando passo a olhar o que o outro tem e me rebaixo achando que jamais posso conseguir, e é muito ruim quando também quero o que o outro tem sem levar em conta se preciso, se quero só porque o outro tem é inveja, não comparação.

Não vamos tratar da inveja e sim da comparação negativa, aquele em que me rebaixo porque acredito que não vou conseguir o que os outros conseguem. Quando isto acontece a pessoa tem de se lembrar das conquistas que já teve, dos êxitos que alcançou e não ficar se lembrando só dos fracassos. Acreditar no nosso potencial e essencial para alcançar nossos objetivos, se menosprezar não leva a lugar algum.

O primeiro passo para superar a mania de comparação é enxergar o sucesso alheio como um exemplo, um modelo a ser seguido.
Ser realista e não idealizar as coisas e pessoas é o segundo passo.
Encontrar seus pontos positivos e fortes assim como ter consciência das suas capacidades é o terceiro e mais importante passo.

Se você pensa com certa freqüência que as pessoas conseguem e você não e se você acha quase todo mundo melhor que você, cuidado com a comparação.

Boa semana. Adriana

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Indecisão

HOJE ABORDO O SEGUNDO COMPORTAMENTO QUE AUMENTA A INSEGURANÇA, TRATA-SE DA INDECISÃO.


PRIMEIRO PRECISAMOS LEMBRAR QUE QUANDO TEMOS QUE DECIDIR ALGOÉ PORQUE TEMOS PELO MENOS DUAS ESCOLHAS E TEMOS QUE ABRIR MÃO DE UMA DELAS, É AÍ QUE A INDECISÃO SURGE PORQUE NÃO QUEREMOS ABRIR MÃO DE NADA, QUEREMOS TUDO, É NECESSÁRIO TER CONSCIÊNCIA DO QUE SE GANHA E PERDE EM CADA ESCOLHA PARA DECIDIR COM MAIS TRANQUILIDADE.

AQUI SURGE A SEGUNDA QUESTÃO, A DE OBSERVAR OQUE É REAL EO QUE ILUSÓRIO NAS QUESTÕES ENVOLVIDAS, QUASE SEMPRE A PESSOA TEM UMA EXPECTATIVA IRREAL DO QUE ESTÁ ENVOLVIDO NAS QUESTÕES EM ESCOLHA.

LEMBRANDO QUE PESSOAS PERFECCIONISTAS TEM MAIOR CHANCE DE APRESENTAR DIFICULDAE NAS ESCOLHAS PORQUE QUEREM SEMPRE A ESCOLHA IDEAL, CORRETÍSSIMA SEM NENHUMA CHANCE DE ERRO, OU SEJA, QUEREM A OPÇÃO PERFEITA QUE MUITAS VEZES NÃO EXISTE, ATÉ PORQUE SE PRECISAMOS ESCOLHER É PORQUE NÃO TEMOS A OPÇÃO PERFEITA CASO CONTRÁRIO NÃO HAVERIA ESCOLHA. SERIA UM FATO.

MEDO DE ESCOLHER ERRADO, DE CORRER RISCOS MEDO DAS CONSEQUÊNCIAS E FALAT DE OBJETIVOS SÃO OUTROS FATORES QUE COMPLICAM A DECISÃO.

PARA DECIDIR É NECESSÁRIO ACEITAR O DESAFIO, ACEITAR O FATO DE TER QUE ESCOLHER AJUDA. PEDIR OPINIÕES, CONVERSAR COM PESSOA EXPERIENTES, PENSAR ANTES DE AGIR TAMBÉM DIMINUI A CHANCE DE ESCOLHER ERRADO. E O MAIS IMPORTANTE É PRIORIZAR, OU SEJA, TER EME MENTE O QUE PE MAIS EMERGENTE, IMPORTANTE, NECESSÁRIO NO MOMENTO E A LONGO PRAZO E ENTÃO DEFINIR QUAL A MELHOR OPÇÃO.

SE A ESCOLHA DER ERRADO OU VOCÊ SE ARREPENDER PENSE:

. O QUE DE PIOR PODE ACONTECER? MUITAS VEZES O PIOR ESTÁ AO SEU ALCANCE SOLUCIONAR.

. O QUE HÁ DE BOM PARA APROVEITAR? SEMPRE APRENDEMOS ALGO COM OS NOSSOS ERROS.

. QUAL O PRÓXIMO PASSO? DEPOIS DA TEMPESTADE É HORA DE COLOCAR TUDO EM ORDEM.

COM UM POUCO DE PACIÊNCIA, CONSCIÊNCIA E CORAGEM VOCÊ SE DECIDE MAIS FÁCIL.

BOA SEMANA. ADRIANA

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Curso Para Relacionamentos Amorosos

Vou ministrar um curso para relacionamentos amorosos que certamente auxilia na melhora das relações de casal.

No link  http://www.ecooa.wordpress.com/  tenha acesso a todas as informações.

Abç
Adriana

(11) 3485 8060


 

Frustração gerada pela insegurança

Hoje inicia a série de comportamentos que fazem parte da insegurança e começarei pela frustração.


A frustração ocorre porque fantasiamos as coisas, pessoas e criamos uma expectativa acima do que realmente pode acontecer, portanto a frustração ocorre não pelos fatos em si e sim pela fantasia do que gostaríamos que acontecesse.

Queremos as coisas, pessoas e fatos do nosso jeito e isso gera frustração, simplesmente porque muitas vezes não acontece como gostaríamos.

Para amenizar a frustração podemos recorrer a alguns pensamentos do tipo:

Nada dura para sempre, ou seja, sua frustração vai passar.

Vale a pensa insistir, desde que considere onde errou e tente novamente superando os erros. Insista duas ou três vezes, depois reavalie seu objetivo.

Lembre-se que na vida tudo tem um lado bom e que acontecem coisas boas e ruins na vida, isso é natural. Considere o que aprendeu com a frustração.

Não se faça de vítima, sabendo que tudo passa e que coisas ruins acontecem, que todos passamos por frustrações, não fique pensando que só acontece com você. E principalmente você é o único responsável pela sua vida.

Finalmente, não esconda seus sentimentos de você mesmo, admita onde se sente frustrado para só então poder agir a respeito.

Espero que com estes passos você senta-se menos frustrado e preparado para superar a frustração quando ela vier.

Boa semana. Adriana